Tem sido tão engraçado, foi como se flores brotassem
novamente no meu jardim, na janela da sala e em mim. Estar livre é como jogar o
bom-senso no lixo junto com todas as amarras que condenam quem nós somos, ser
livre é ser eu agora. Lidar com o “nós dois” tem sido como lidar com uma
descoberta que transformou o curso de algo. Eu quero que você more aqui, não na
minha casa, mas em mim. Não tenho muito o que dizer agora, já estou atrasada e
é como se estivesse seca de palavras, talvez essa sequidão dure um tempo ou
não. Queria dizer que você chegou e sequestrou meu bom-senso. Tenha um bom
dia...
Buquê são flores mortas.
E então você chegou
Nós não esperamos de nós.
Tem coisas que nós não esperamos de nós mesmos, tristezas doloridas, dores absurdas, talvez amores impossíveis. Sobre a dor que já não aguento mais, ela veio de uma forma que eu nunca esperei de mim mesma, veio em meio a um sofrimento sem explicações e alojou-se na coluna. Por que na coluna? Talvez porque para prostrar-me diante da eternidade a coluna seja essencial ou pelo fato de que essa coluna é o pilar central de uma construção que demorará a desmoronar. Na verdade eu bem sei de onde veio essa dor, ela veio de fora. Algo meu não me machucaria tanto assim, essa dor talvez fosse de outro alguém e eu acabei trazendo-a para mim. Tem coisas que não espero de mim, não esperava por essa dor e muito menos pelas tragédias que trouxeram dores inexatas para um coração que já se cansa de não saber o que esperar.
Ainda assim, nós dois.
Acho que agora consigo ouvir,
o que a saudade vem querendo me dizer.
Peço para que não se vá pra longe
pois ainda preciso do seu coração.
talvez precise do seu olhar,
pois nele vejo o que ninguém mais pode ver.
não vá para longe com seu abraço,
porque é nele que me encontro mais seguro.
não leve muito tempo para voltar,
porque em você encontrei o melhor de mim.
Mas isso depois. Depois que a saudade ficar rouca
e nenhuma palavra poder classificar o nós dois.
(Barba, Café e Poesia - Phillipe M.)
Pode ser que seja angustia, ou pode ser apenas a chuva.
É difícil entender, as vezes o coração aperta. E mesmo que a gente tente distrair os olhos algo nos prende, olhei pela janela e só vi a chuva, tentei lembrar do seu rosto, do seu sorriso. Mas nada tem permitido que o aperto se vá para um pouco mais longe, me tranquei no quarto umas duas ou três vezes e não funcionou e talvez seja a preocupação com o futuro ou talvez o peso do passado que me tire o sono.
Sem jeito.
Não sei se perdi o jeito ou perdi o sentimento, faz tanto tempo que não escrevinho nada e não é por falta de inspiração que tenho faltado com as palavras, deve ser o dia que me atormenta ou a tormenta lá fora. Saudade a gente não descreve ou lança aos quatro ventos, a gente apenas sente. Pode até ser que eu tenha deixado algo e perder, mas tem coisas que deixamos pelo caminho porque é fardo e mesmo que seja leve, atrapalha a caminhada. Minhas flores estão a cada dia mais belas, aprendi a plantá-las para que não se limitem a ser simples buquês que morreram e daqui as posso enxerga-las, na verdade elas me tem enchido o olhar. Queria que as coisas ficassem esclarecidas de uma melhor forma e o que tem que ser, sempre é. Tenho comprado vestidos e sapatos novos, apenas para que combinem com os papéis de cartas que comecei a colecionar quando a dor era grande e eu já não tinha onde escrever e descrever o que passava aqui dentro. E mesmo que eu tenha perdido o jeito, eu estou aqui.
Sala de Estar.
Hoje eu não tenho tempo de olhar para trás e não lamento por isso, talvez eu tenha um pouco de medo de regredir e virar uma estátua de sal em meio a um deserto qualquer. Mesmo que os dias acabem amanhã, o meu amor pelas flores jamais terá fim e se as flores acabarem, eu guardo a amor que é paciente e benigno. Tem sido engraçado mudar as cortinas da sala e olhar através delas, o dia parece ter cores diferentes agora e pelo do espelho que fica em frente a janela eu vejo o reflexo da árvores enquanto escrevo. Venho esperando visitas à dias, não velhas visitas, mas sim as pessoas que já me visitaram um dia e agora com novos assuntos. Sei que tem sido difícil me entender, mas eu não tenho feito mais questão de fazer algum sentido e para ser sincera, eu vou seguindo o horizonte sem explicar nada para ninguém. Esse calor que tem feito ultimamente parece até que conseguirá derreter o que tenho dentro do peito, pelo reflexo daquele espelho enxergo também o pinheiro de natal, que parece estar a cada dia mais feio e a vontade de comprar novos vestidos só aumenta com o entardecer. E eu continuo acreditando no amor que suporta.
Novo.
Não que hoje tenha sido o melhor dia da minha vida, mas entrará para a listagem dos melhores e mesmo sem ter chegado ao fim ele me trouxe coisas boas. Apenas pelo fato de algo ter nascido no meu peito já faz valer os últimos meses, nos quais passei correndo atrás do vento e além de tudo, comprei novos vestidos sabendo que eles não fariam de mim uma nova, mas deixariam transparecer aquela que tem renascido nas últimas semanas. Eu não precisei dizer a você o que me faria feliz e sim o que um dia me entristeceu, não precisei explicar as piadas que fiz porque você as entendia com a maior das facilidades, não precisei escrever para dizer e sequer precisei implorar para que você andasse ao meu lado. Na verdade eu não precisei de nada e não tenho certeza de que só o que eu preciso é você, mas possivelmente boa parte do que eu preciso esteja com você. Nós não precisamos seguir caminhos tortuosos ou belos e cheios de flores, eu nem faço questão que você repare o quanto meu cabelo mudou. Sei que não apagaremos da memória a estrada na qual caminhamos até aqui, mas o novo faz bem. O novo tem me feito bem.
Eternidade
Precisei ver no horizonte o fim da linha para acreditar no que eu fiz até aqui e para ver que o que eu tinha nas mãos era infinito. Foi como se eu estivesse passado por todos os lugares estando aqui, eu quis esquecer você e por incrível que possa parecer, eu consegui. Na verdade eu tenho conseguido andar só, apenas com o peso das mãos limpas. Não quero dizer que venci, até porque as flores me fazem falta e um piano tocando sozinho nunca será o mesmo. A paz e a harmonia tem me perseguido e eu espero que você fique feliz em saber que eu aprendi a sorrir sozinha. Eu andei por caminhos tortuosos como ninguém pode imaginar, briguei por paz, cansei para encontrar a calma, gritei por silêncio, morri para viver e lembrei para talvez um dia esquecer. Tentei fugir para salvar e obedeci para não sacrificar, apendi que o melhor sempre estará por vir e que o hoje vai ser sempre pior que amanhã, mas possivelmente você já saiba disso. Fui atribuindo perfeições não a mim e sim ao que vi por onde andei nesses últimos tempos, fiz eterno aquilo que no meu coração havia morrido. E agora não importa o quão numerosas são as estrelas no céu, a eternidade é minha.
Âncoras.
As canções
não deixam minha mente quieta, mas fazem o meu coração
se acalmar. É como se completassem o vazio de todo aquele que
chega e se vai deixa no meu peito, não que isso seja ruim. Eu
já tive fazes piores na vida e decidi fazer as malas mesmo sem
viajar, só pelo simples constrangimento de vê-las
prontas sem ter para onde ir. Joguei verde tantas vezes que meus
gritos já ecoam por todo o lado e os meus versos saem a
passear por aí, eles passam por um rio e talvez pelo chão
do seu quarto, onde provavelmente devem estar amassados embaixo de
uma calça jeans amarrotada. Pensei por um tempo que bem
aventurados eram aqueles que não sentiam, aqueles que não
choravam e vi que nem tudo é como um dia eu pensei, talvez
chorar seja a forma que a gente tem para transbordar e sentir seja
como nos ancorar em um cais qualquer sem saber em que solo vamos
pisar. Eu vi tudo passar enquanto trocava a água de um lindo
jarro de vidro com um buquê de flores, deve ser a sorte que me
impulsiona a fechar a janela da sacada enquanto você passa ou
amarrar o sapato para não cruzar meu olhar com o seu. Hoje eu
precisei acordar mais cedo que o normal mas isso já não
faz diferença porque da mesma forma tenho dormido mais cedo,
não que eu não escreva mais durante a noite, é
que as vezes a gente precisa descansar para que alguns sonhos se
cumpram em nós. Tem sido engraçado falar em sonhos,
ultimamente eles tem se feito tão presentes durante minhas
noites e inclusive nos meus dias. Acho que eu posso fechar os olhos e
sentir uma corrente de ar passar por aqui e o que mais me enche de
alegria que essa é a única corrente que não pode
nos prender a nada.
Nada como sonhos realizados...
Hoje, o blog chega a 10000 visualizações e isso me enche de alegria de uma forma que não dá para explicar. Só tenho a agradecer quem um dia perdeu um pouquinho do seu tempo lendo e tentando entender todo esse emaranhado de letras que pouco a pouco foi se tornando um desabafo desesperado de alguém que talvez seja eu.
Assim que possível selecionarei alguns trechos do livro para ir postando aos poucos e assim vamos sendo felizes e belos buquês de flores.
Só não quero acordar.
Me deixa dormir e achar
que meu sonho vai continuar, me deixa sorrir enquanto durmo. Deixa eu
achar que na segunda-feira você não vai embarcar em um
avião, para voltar daqui a algum tempo. Quero viajar nesse
sonho só mais um pouquinho, sei que preciso acordar. Sei que
meu livro não vai se terminar sozinho e que as palavras não
se proferem sozinhas, mas esse sonho é bom. Talvez daqui a
vinte e um dias eu acorde e o sonho continue, mas não me
importa o futuro. Eu vou lembrar de você, lembrar da forma que
você trouxe a paz.
Para ele.
O tempo é real, infelizmente. Queria que por alguns segundos todas as coisas ficassem calmas como uma brisa leve diante dos nossos rostos, queria sumir na verdade. Por que sempre que eu tento ir, você surge com a conversa mais fácil do mundo me desestabilizando novamente e eu estou cansada. Talvez um dia eu possa explicar tudo, mas isso não é para agora. Eu não tenho condições físicas ou psicológicas para ficar aqui, eu preciso ir e com a maior urgência do mundo para que você não tenha tempo de lembrar de mim. Eu criei um mundo dentro do meu peito e acreditei, mas agora tudo aos poucos ele vai se desfazendo porque chegou a hora de criar um novo mundo aqui do lado de fora. Sem revoluções, sem desenhos abstratos e sem você, apenas eu, um buquê de flores e uma xícara de café quentinho. Eu fui cansando com a passagem dos dias. Não cansando de você, mas cansando de mim ou do que eu era quando queria estar com você. Não que eu não o queira mais ao meu lado, porque na verdade ainda quero, mas as coisas nem sempre são como eu quero. Não sei exatamente, mas eu preciso descobrir o que eu sou quando estou longe de tudo o que eu quero, inclusive de você. Preciso ir, preciso de mim. Eu acho que não só cansei, mas uma parte do mundo que eu criei se foi, mas isso eu apenas acho e não tenho nenhuma certeza. Não queria achar nada sem antes ter procurado algo, mas achei você. Logo você, droga!
Meu mais belo poema.
O sol brilhava e você
era o meu mais belo poema, guardei-o em uma caixa no fundo do
guarda-roupas. Fingi que o tempo não apagaria sua beleza
exposta em simples palavras, mas os traços de cada letras
foram se apagando e você se foi. Sim, o meu mais belo poema tão
amado me deixou só e me dói ter que escreve-lo
novamente meu bem. A sua beleza talvez não seja mais a mesma e
eu já não tenho certeza de que me alegrarei como antes,
não consigo acreditar que o tempo o apagou e eu
despercebidamente não o guardei no meu coração.
Meu mais belo poema se foi, se foi e eu fiquei aqui esperando que
você voltasse.
Eu ainda estou aqui.
Eu andei durante horas ao redor daquele lago, mas ninguém percebeu. Não que não quisessem me ver, mas aos poucos estavam me esquecendo e por isso não conseguiam perceber que eu estava ali. Colhi algumas flores que gostei, tirei as sandálias e pus os pés na grama que estava um pouco molhada por causa do sereno. Foi divertido, deixei o rádio do carro tocando um jazz enquanto esperava você perceber que eu estava ali, ao seu lado. Na verdade meu bem, eu sempre estive aqui. Não que eu estivesse esperando você sentir minha falta e perceber que eu permanecia ali por semanas apenas notando que seu sorriso crescia desparelho ao meu. Você não precisava me procurar porque eu estava exatamente ali, olhando para você e a culpa não é minha se o nosso destino me guarda aqui tão longe e ao mesmo tempo tão perto de você. Então, cansada de esperar e ver que aquele lago quase nem se mexia porque naquele dia não tinha vento algum, calcei minhas sandálias, desliguei o som que tocava no carro que por incrível que pareça, não era meu e fui para longe. Mas essa vida é engraçada, porque eu ainda estou aqui.
Uma nova xícara de café e um novo buquê de flores.
Quando digo que vou, é porque eu vou mesmo. Tirei as flores que já haviam murchado e ficaram dentro de um belo jarro de vidro transparente, joguei a água que as conservou por alguns dias pela janela e esperei que novas flores chegassem para enfeitar as coisas por aqui. Na sacada da casa de um amigo vi algumas pessoas passar cambaleando e lembrei que as vezes achamos que uma garrafa de vodka pode disfarçar o buraco que temos no peito, mas as mudaram comigo agora. Na verdade meu bem, nunca imaginei que tudo mudaria tanto e tão rápido. O sol se pôs e eu precisei ir, assim como amanhã provavelmente eu esteja de volta e com um novo buquê de flores para colocar no mesmo jarro de vidro e com uma xícara de café fresco. Sim, uma nova xícara de café porque esse café que bebi enquanto escrevia mais um punhado de versos soltos estava tão amargo e frio quanto o coração daqueles que passaram cambaleando por mim. Assim como o amanhã vai se levantar eu digo que talvez eu o veja nascer, possivelmente eu não durma e amanhã quando o sol voltar para mim estarei o esperando alegremente com um café fresquinho e um trecho de um livro qualquer por terminar.
Vou correndo.
Eu corri muito, corri para o meu conforto. Corri para fugir ou seja lá o nome que você quer colocar, mas eu acordei e soube que precisava ir, precisava decidir o que seria de mim quando alguém quem quero por perto partisse para um lugar que não é meu. Então, você partiu e eu só quis estar contente com o que estava por vir. Corri mais e mais, exatamente quando pensava em sentar sob uma árvore bonita lembrava que precisava ir. Não por você, mas por mim eu precisava estar onde eu queria e quando eu queria, em um movimento todo meu. Eu não consigo me adaptar e isso é só meu, as pessoas nem sempre correm para fugir. E mesmo que o mundo estivesse ao contrário eu estava em paz, fiz da corrida um amor. Deixei o coração aberto não para um alguém, mas sim para eu descobrir o que se passa por lá. O cansaço foi me alcançando desprevenida, mas encontrei no cansaço um novo verso e dele eu fiz mais um arco-íris. E eu vou correndo.
Hoje.
Sabe, eu sinto falta do telefone tocando no meio da noite para me acordar e dos amigos que contam boas história mesmo sendo mentira, dos elogios e das flores que eu imaginava que um dia estariam no tapete de entrada da minha casa. Mas as coisas são assim, a guerra é sempre constante e mesmo que a gente queria, as coisas só giram e voltam para o seu devido lugar de origem. Engraçado que agora eu estou de pés descalços escrevendo no meio da cozinha pelo simples fato de que eu preciso, eu preciso descarregar para recarregar. Eu só queria que alguém maior que eu olhasse nos meus olhos e dissesse com uma doce e aguda certeza que tudo vai ficar bem, que tudo vai dar certo e que amanhã o sol vem me visitar. É, eu preciso de visitas e preciso de tempo para contar o que tem me afligido. Mas eu ainda sonho com tudo girando e indo para onde eu mais quero estar, são apenas sonhos, eu sei.
O tempo e o vento.
Tenho sentido falta de erguer os braços ante ao vento e esperar a brisa tocar o meu rosto, onde moravam apenas eu e meu bloco de anotações. Eu fechava os olhos e podia voar sozinha apenas com a mente aberta, era tão bom e eu tinha tanto tempo. Gostava das pausas para respirar, para ocupar o coração com o que não faz sentido e hoje o que eu tenho é um relógio correndo como uma lebre e então eu queria só o vento. Faz tempo que o tempo tem fugido de mim, ele vai fugindo aos poucos e vou diminuindo mesmo sem querer. Eu sinto falta do vento me abraçando como se fossemos velhos amigos, como se nos conhecêssemos a muitos e muitos séculos. Queria muito mais tempo, muitos mais vento e muito mais dias de sol.
Perfume amigo.
Ah meu amigo, que saudade te aconselhar como se fosse meu irmão mais novo. Hoje bateu um arrependimento por ter deixado você pelo caminho, senti saudade do seu perfume enquanto estava sentado no sofá da sala ouvindo o que eu tinha para lhe dizer. Logo você que me trouxe ao mundo dos versos, que me mostrou que escrever é como abrir uma gaiola e deixar as palavras voarem. A saudade bateu tão forte e falou tão alto que as lágrimas foram se desprendendo dos meus olhos e escorregando pelo rosto como num passe de mágica. Foi bom ouvir a sua voz agora, mesmo de tão longe me trouxe um sorriso que não dá para medir. Vou sentir tanta saudade do seu perfume e daqueles apertos de mão engraçadinhos, mas quem sabe a gente se encontra por aí. Eu te amo muito, muito mesmo e você sempre estará entre as vozes que eu mais gosto de ouvir.
A caixa
Em uma caixa eu guardei
os meus mais queridos versos para que um dia sorrindo eu possa lhe
reler, guardei o que havia de melhor em mim, mesmo sem ter certeza de
que esse dia irá chegar e eu poderei ler tudo o que eu já
escrevi pensando no que está por vir. Escondi meu sorriso da
chuva, escondi o meu amor de você. Deixei-me enganar e o vento
foi me levando, mas a caixa continua lá cheia de esperanças
escritas. Normalmente não tenho muito tempo para desperdiçar
lendo novamente o que eu já escrevi, mas um dia ler tudo o que
já se foi e vou lembrar das canções que ouvi
enquanto escrevia. E assim, a caixa cheia de pequenos textos
descritos como um buquê de flores vai se completando a cada dia
mais e mais.
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