Tenho sentido falta de erguer os braços ante ao vento e esperar a brisa tocar o meu rosto, onde moravam apenas eu e meu bloco de anotações. Eu fechava os olhos e podia voar sozinha apenas com a mente aberta, era tão bom e eu tinha tanto tempo. Gostava das pausas para respirar, para ocupar o coração com o que não faz sentido e hoje o que eu tenho é um relógio correndo como uma lebre e então eu queria só o vento. Faz tempo que o tempo tem fugido de mim, ele vai fugindo aos poucos e vou diminuindo mesmo sem querer. Eu sinto falta do vento me abraçando como se fossemos velhos amigos, como se nos conhecêssemos a muitos e muitos séculos. Queria muito mais tempo, muitos mais vento e muito mais dias de sol.
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